Vez em quando, em meio aos pensamentos cotidianos, surge nítida e claramente, uma frase dita por uma pessoa muito querida. Não é a frase, ou cada palavras em si, mas o som, aquele sotaque, que fica mais bonito com essa ou aquela palavras, e é essa característica tão própria da pessoa querida, que faz brotar aquele sorriso espontâneo no rosto...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Ele seria você...
Se eu tivesse um namorado
Ele seria você,
Mas como você não é
E a vontade continua
O que se pode fazer?
Resolvi mandar um beijo bem bom procê
Neste dia dos namorados!
domingo, 27 de janeiro de 2013
Quando meu irmão chegou...
De tantas histórias da infância, não tenho certeza se
algumas realmente aconteceram... Mas existe uma imagem que eu sempre me
lembro. O dia em que meu irmão chegou!
Eu tinha 4 anos, e me lembro da ansiedade de saber que a
mamãe tinha ido para o hospital. Todas as mães deveriam ser proibidas de ir ao
hospital! Mas era um bom motivo! Meu irmão estava chegando. Eu não me lembro
dos sons, nem do que falavam, ou se riam... Eu me lembro do cheiro de rosas, do
buquê de rosas vermelhas que a mamãe segurava em um dos braços... No outro
braço o menino mais branco que eu já tinha visto! O chão da sala verde
contraste com as rosas vermelhas... A estante de vidros atrás da mãe e o menino
branco de olhos azuis... Acho que foi a primeira vez que senti o Amor!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Assombro
Ouvi falar que eu
assusto
Fui procurar entender
isso
Será que sou um
assombro?
Perguntei ao Google
Como pode uma coisa dessas?
Ele me apresentou
alguns poetas:
“Muitos hão-de julgar
que a minha amada será um raro assombro de beleza.” Francisco Joaquim Bringue
“O verdadeiro amor é
um calafrio doce, um susto sem perigos.” João Guimarães Rosa
“Agora eu conheço esse
grande susto de estar viva, tendo como único amparo exatamente o desamparo de
estar viva.” Clarice Lispector
“O melhor do susto é
esperar por ele.” Mario Quintana
“O que faço é tentar
pintar com palavras as minhas fantasias diante do assombro que é a vida.” Rubem
Alves
Então se sou um susto
Deixe o coração
acelerar
Será um assombro?
Viva essa emoção!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
O dia mais especial
Há 10 anos, era uma sexta-feira
como hoje... Seria o dia mais especial da minha vida, mas eu ainda não sabia!
Acordei cedo, pois às 8h começava a aula de Yoga. Estava bem disposta e fiz a
postura SALAMBA SIRSHASANA, em que eu fico de cabeça para baixo, deixando a criança em meu ventre com a cabeça para
cima. Claro que isso deixava minha médica de cabelos em pé, mas eu me sentia
muito bem! Aliás, às 9h30 eu tinha a consulta com a ginecologista, àquela de
acompanhamento das últimas semanas. Ela me avaliou e disse:
-
Ah, essa criança só nasce ano que vem!
Saí
e fui para meu consultório atender alguns pacientes. Na hora do almoço, fui à
casa da minha mãe, mas como não tinha fome, não comi. Ainda me lembro de pensar
que o último ultrassom sugeria um peso de + ou – 3 kg para o bebê!
Como
era o casamento de uma grande amiga, Andressa, fui para o Salão de Beleza
ajudar nas maquiagens! A cada contração, eu desfilava com a barriga dura e
todos colocando a mão: - “Puxa, que barriga bonita! Tá chegando a hora!”
Eu respondia
rapidamente: - Nada! Só ano que vem!
Fui para casa,
tomar banho para o casamento, quando vi a “gosma”... Era o tampão! Uns dos
primeiros sinais de que chegou a hora... Mas também podia não ser... E fui para
o casamento! Lá, ficava cronometrando os intervalos entre as contrações!
Variavam entre 20 e 5 minutos... Nada regular! Devia ser mesmo um alarme falso!
Mesmo assim, não fui para a festa de casamento e liguei para a médica. Ela me pediu para
deitar e contar as contrações na próxima hora e encontrar com ela no
ambulatório da Santa Casa, pois seu consultório já estava fechado. Fui com
cabelo arrumado e maquiagem! Nem levei a malinha do bebê... Afinal eu não
estava sentindo nenhuma dor! Eram 21 horas e a médica me diz: - Vamos nascer?
- Mas como? Eu
não estou sentindo nenhuma dor, nada!
E ela rompeu a
famosa bolsa! Ainda me lembro do líquido quente e fluido escorrendo. Tive medo,
mas estava feliz! Meu pai comprou chocolates, porque eu não tinha comido nada
durante todo o dia. A enfermeira veio com um soro, e eu perguntei se era
Ocitocina. Ela disse que não, mas 5 minutos depois eu tive certeza: era
Ocitocina! As contrações aumentaram demais! Eu até me lembro das dores das
contrações, apesar de saber que quimicamente a mulher esquece para poder ter
outros filhos... Mas o que eu lembro mesmo é do intervalo entre as contrações!
Um relaxamento mágico! Parecia até um sono no céu! Minha mãe me disse que isso
durava alguns poucos segundos... Mas eu me lembro bem!
Também me
lembro do anestesista. Ah, acabaram as dores! Eu já disse que não me lembro de
serem muitas as dores, mas eu pensei em sempre incluir um agradecimento aos
céus pela profissão do anestesista!
Chegou a hora
de fazer força! Vamos! E eu fiz... A médica chamou a enfermeira e disse: -
Ajuda aí!
E ela desceu
o braço sobre meu abdome empurrando para baixo enquanto a médica falava:
- Vamos!
Força!
Pensei que
por ser o primeiro parto, iria ficar ali fazendo força e força a madrugada
toda. Eu fiz a segunda força e ele nasceu! Era meia noite e meia, e já era dia
28!
- É só isso? -
Perguntei abismada.
- Nunca vi
ninguém ganhar neném e perguntar se é só isso! Assim você vai ter uns 10
filhos!
Um menino
lindo! Branco demais! Chorando muito alto! Eu segurei e só conseguia rir! Logo
ele foi com o pediatra e já voltou com roupinha. Sério! Olhava cada uma das
pessoas na sala com aquele olhar profundo que ele tem até hoje... Para mim, era
o olhar do maior amor!
Fomos para o
quarto, ele no meu colo. E eu passei toda a madrugada admirando cada dedinho
das mãos e dos pés... Cada dobra da orelha... O narizinho... A boca tão
desenhada! Na verdade eu não iria dormir todo o próximo mês, tamanha era minha
admiração e amor!
sábado, 22 de dezembro de 2012
Eu desejo pra você e pra toda sua família
Ah, o Natal!
Quando criança, eu ficava hipnotizada
com as luzes da Árvore de Natal na casa da minha avó! Meu Papai Noel sempre
entregava o presente antes da noite de Natal! E na escola sempre tinham as
apresentações de Natal, e me lembro do meu irmão vestido de anjo e a cara toda
prateada! E aquela música de sempre: “Noite Feliz! Noite Feliz!... Oh Senhor,
Deus de Amor.” O Natal sempre vinha junto com as férias e as viagens para Minas
Gerais, que logo seria a terra escolhida pelos meus pais para dar uma vida
melhor para suas crianças.
O Natal tem essa coisa bonita,
que deixa tudo leve e ameno. E hoje, mesmo sentindo a ansiedade das pessoas na
corrida maluca pela compra dos presentes, mesmo percebendo a aflição com a
profecia do fim do mundo, meu coração transborda de alegria.
Alegria, porque um dia nasceu
Jesus. Alegria, porque um belo jardineiro preparou meu coração. Alegria, porque
apesar dos pesares, a gente pode sentir Amor!
E eu desejo um Feliz Natal pra
você e pra toda sua família!
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| São Nicolau |
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Uma história engraçada ou... Para refletir
O táxi para e entramos eu e mais duas colegas de curso. Sento
na frente e informo:
- Vamos para a Alameda Jaú, ali subindo a Pamplona e antes
da Campinas.
Taxista com a cara amarrada:
- A Pamplona não sobe!
Reconhecendo, respondo:
- Ah, é mesmo! Só estou tentando dizer que o trecho da Jaú é
entre a Pamplona e a Campinas!
Tentando mostrar outras possibilidades, falo brincando:
- É que a pé, dá pra subir a Pamplona!
E em tom muito mal humorado responde:
- Então vá a pé e pode subir! – E levantou o queixo
impositivo em direção à porta do carro.
Meu primeiro impulso foi pedir para
parar o carro e descer. Mas pensei que não deveria envolver mais duas pessoas
nessa confusão. Era momento de aprender e ensinar:
- Ora, mas nós estamos aqui justamente para cumprir SUA
função útil!
- Eu não preciso disso!
- Não? Mas não é o seu TRABALHO?
- Tem muita gente nessa cidade!
- Talvez seja importante quem está no aqui e no agora!
- Nada! Tem muito peixe grande por aí!
Somente mais tarde eu descobriria que
muitos taxistas não gostam de fazer pequenos percursos.
- Quando não se tem o peixe grande o pequeno também
alimenta! – E tentando conversar de coisas fúteis para sair desse clima tenso,
comecei a falar que a cidade é muito bonita, e realmente tem muita gente, e
blá, blá, blá....
- Olha senhor, é aqui!
- Desculpa qualquer coisa.
- Imagina! Agradeço e tenha um bom dia!
Agradeço por ter tido a oportunidade de
reconhecer que posso ter um pouco mais de paciência, um pouco mais de
compreensão, um pouco mais de Bondade!
Quando você estiver em um meio hostil,
faça nascer o que há de mais Belo em você! E mais, agradeça, afinal é o meio
propício para isso!
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