quinta-feira, 16 de maio de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Uma imagem
Às vezes você quer esquecer uma
pessoa... Outras vezes se esforça em lembrar detalhes de uma pessoa.
Independente disso, vez por outra, surge na sua mente uma imagem: e é como se
você estivesse vivendo aquele momento novamente.
Não é você quem escolhe lembrar
ou esquecer. Mas quando acontece, é mágico. Mesmo que você queira esquecer,
você continua vivendo na sua mente aquele momento. Você não consegue parar. E
parece que todo seu corpo responde. Repetindo a experiência nesse estado de
lembrança, permite uma maior percepção das alterações que acontecem no corpo. Eu
percebi que as famosas borboletas no estômago, nada mais são além do
relaxamento do músculo diafragma.
Isso mesmo, ele se solta, relaxa
e com isso o ar é liberado dos pulmões com maior facilidade e velocidade. E sai
o também famoso suspiro. Uma sensação agradável de doar o ar para o meio. Você
não precisa de tanto ar assim, e solta em um suspiro, esperando que aquelas
moléculas que estavam em você possam alcançar o outro, imantadas com seu
desejo.
Mas seu corpo é bobo e faz esse
movimento mesmo distante da outra pessoa. O corpo responde, como se não
existisse a distância, a separação. A imagem no seu cérebro é suficiente para
que seu corpo responda assim. Mas de
onde vem essa imagem? E porque não conseguimos trazer quando queremos ou parar
se não queremos? O que desperta no cérebro todo o desencadeamento desta imagem?
Um cheiro? Um pensamento? Uma palavra? Um gosto? Ou apenas o relaxamento de um
corpo estirado esperando o repouso reconfortante do sono?
O que é a realidade? Eis a
questão!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Uma lembrança e o sorriso
Vez em quando, em meio aos pensamentos cotidianos, surge nítida e claramente, uma frase dita por uma pessoa muito querida. Não é a frase, ou cada palavras em si, mas o som, aquele sotaque, que fica mais bonito com essa ou aquela palavras, e é essa característica tão própria da pessoa querida, que faz brotar aquele sorriso espontâneo no rosto...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Ele seria você...
Se eu tivesse um namorado
Ele seria você,
Mas como você não é
E a vontade continua
O que se pode fazer?
Resolvi mandar um beijo bem bom procê
Neste dia dos namorados!
domingo, 27 de janeiro de 2013
Quando meu irmão chegou...
De tantas histórias da infância, não tenho certeza se
algumas realmente aconteceram... Mas existe uma imagem que eu sempre me
lembro. O dia em que meu irmão chegou!
Eu tinha 4 anos, e me lembro da ansiedade de saber que a
mamãe tinha ido para o hospital. Todas as mães deveriam ser proibidas de ir ao
hospital! Mas era um bom motivo! Meu irmão estava chegando. Eu não me lembro
dos sons, nem do que falavam, ou se riam... Eu me lembro do cheiro de rosas, do
buquê de rosas vermelhas que a mamãe segurava em um dos braços... No outro
braço o menino mais branco que eu já tinha visto! O chão da sala verde
contraste com as rosas vermelhas... A estante de vidros atrás da mãe e o menino
branco de olhos azuis... Acho que foi a primeira vez que senti o Amor!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Assombro
Ouvi falar que eu
assusto
Fui procurar entender
isso
Será que sou um
assombro?
Perguntei ao Google
Como pode uma coisa dessas?
Ele me apresentou
alguns poetas:
“Muitos hão-de julgar
que a minha amada será um raro assombro de beleza.” Francisco Joaquim Bringue
“O verdadeiro amor é
um calafrio doce, um susto sem perigos.” João Guimarães Rosa
“Agora eu conheço esse
grande susto de estar viva, tendo como único amparo exatamente o desamparo de
estar viva.” Clarice Lispector
“O melhor do susto é
esperar por ele.” Mario Quintana
“O que faço é tentar
pintar com palavras as minhas fantasias diante do assombro que é a vida.” Rubem
Alves
Então se sou um susto
Deixe o coração
acelerar
Será um assombro?
Viva essa emoção!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
O dia mais especial
Há 10 anos, era uma sexta-feira
como hoje... Seria o dia mais especial da minha vida, mas eu ainda não sabia!
Acordei cedo, pois às 8h começava a aula de Yoga. Estava bem disposta e fiz a
postura SALAMBA SIRSHASANA, em que eu fico de cabeça para baixo, deixando a criança em meu ventre com a cabeça para
cima. Claro que isso deixava minha médica de cabelos em pé, mas eu me sentia
muito bem! Aliás, às 9h30 eu tinha a consulta com a ginecologista, àquela de
acompanhamento das últimas semanas. Ela me avaliou e disse:
-
Ah, essa criança só nasce ano que vem!
Saí
e fui para meu consultório atender alguns pacientes. Na hora do almoço, fui à
casa da minha mãe, mas como não tinha fome, não comi. Ainda me lembro de pensar
que o último ultrassom sugeria um peso de + ou – 3 kg para o bebê!
Como
era o casamento de uma grande amiga, Andressa, fui para o Salão de Beleza
ajudar nas maquiagens! A cada contração, eu desfilava com a barriga dura e
todos colocando a mão: - “Puxa, que barriga bonita! Tá chegando a hora!”
Eu respondia
rapidamente: - Nada! Só ano que vem!
Fui para casa,
tomar banho para o casamento, quando vi a “gosma”... Era o tampão! Uns dos
primeiros sinais de que chegou a hora... Mas também podia não ser... E fui para
o casamento! Lá, ficava cronometrando os intervalos entre as contrações!
Variavam entre 20 e 5 minutos... Nada regular! Devia ser mesmo um alarme falso!
Mesmo assim, não fui para a festa de casamento e liguei para a médica. Ela me pediu para
deitar e contar as contrações na próxima hora e encontrar com ela no
ambulatório da Santa Casa, pois seu consultório já estava fechado. Fui com
cabelo arrumado e maquiagem! Nem levei a malinha do bebê... Afinal eu não
estava sentindo nenhuma dor! Eram 21 horas e a médica me diz: - Vamos nascer?
- Mas como? Eu
não estou sentindo nenhuma dor, nada!
E ela rompeu a
famosa bolsa! Ainda me lembro do líquido quente e fluido escorrendo. Tive medo,
mas estava feliz! Meu pai comprou chocolates, porque eu não tinha comido nada
durante todo o dia. A enfermeira veio com um soro, e eu perguntei se era
Ocitocina. Ela disse que não, mas 5 minutos depois eu tive certeza: era
Ocitocina! As contrações aumentaram demais! Eu até me lembro das dores das
contrações, apesar de saber que quimicamente a mulher esquece para poder ter
outros filhos... Mas o que eu lembro mesmo é do intervalo entre as contrações!
Um relaxamento mágico! Parecia até um sono no céu! Minha mãe me disse que isso
durava alguns poucos segundos... Mas eu me lembro bem!
Também me
lembro do anestesista. Ah, acabaram as dores! Eu já disse que não me lembro de
serem muitas as dores, mas eu pensei em sempre incluir um agradecimento aos
céus pela profissão do anestesista!
Chegou a hora
de fazer força! Vamos! E eu fiz... A médica chamou a enfermeira e disse: -
Ajuda aí!
E ela desceu
o braço sobre meu abdome empurrando para baixo enquanto a médica falava:
- Vamos!
Força!
Pensei que
por ser o primeiro parto, iria ficar ali fazendo força e força a madrugada
toda. Eu fiz a segunda força e ele nasceu! Era meia noite e meia, e já era dia
28!
- É só isso? -
Perguntei abismada.
- Nunca vi
ninguém ganhar neném e perguntar se é só isso! Assim você vai ter uns 10
filhos!
Um menino
lindo! Branco demais! Chorando muito alto! Eu segurei e só conseguia rir! Logo
ele foi com o pediatra e já voltou com roupinha. Sério! Olhava cada uma das
pessoas na sala com aquele olhar profundo que ele tem até hoje... Para mim, era
o olhar do maior amor!
Fomos para o
quarto, ele no meu colo. E eu passei toda a madrugada admirando cada dedinho
das mãos e dos pés... Cada dobra da orelha... O narizinho... A boca tão
desenhada! Na verdade eu não iria dormir todo o próximo mês, tamanha era minha
admiração e amor!
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