sexta-feira, 13 de maio de 2011

Trânsito do Mundo




Estou pensando muito sobre o fluxo e o trânsito das pessoas. Vou confessar que estou escrevendo porque é um assunto que me irrita. Tenho que respirar 3 vezes para pensar melhor e suportar de forma civilizada minha indignação. E procuro aprender qual a melhor forma de lidar com tudo isso. Qual deve ser o meu papel nesse meio?
Vocês já repararam onde se aglomeram as pessoas? Impressionantemente é em alguma passagem. As pessoas param pra conversar na porta, no portão, na curva da escada, no meio da calçada, no meio da rua!!! E as demais pessoas em trânsito vão pedindo licença, de modo educado, para poderem seguir seu trajeto. Claro, isso quando não passam esbarrando e empurrando... O problema é quando o portão é estreito e a pessoa tem mesmo é que encarar a realidade de que ela está “atravancando” o fluxo natural. Imaginem essa situação na escola das crianças! No instante em que terminam as aulas!
E claro que isso não é um problema de falta de espaço físico, pois existem praças, salas, cafés, quiosques, quadras e pátios feitos exatamente para comportar as pessoas que precisam de espaço para um bate-papo, para arrumar o sapato de seu filho, para dar um abraço em uma pessoa querida, para saber notícias de um amigo doente.
O mundo moderno define um ritmo alucinado e as pessoas enxergam somente aquele espaço como oportuno para a solução de seus problemas momentâneos. Não conseguem perceber que justamente ao seu lado, existe um contemporâneo desesperado para pegar o caminho e chegar mais rápido ao seu local de destino. E nessa competição de tempo e espaço as pessoas vão se esbarrando e atropelando...
Coloque atenção no trânsito de carros. As pessoas querem parar na porta do local desejado, mesmo que ocupe a vaga de 3 carros, mesmo que proíba a saída de outros carros, mesmo que forme filas-duplas. Em nenhum momento essas pessoas consideram o outro. Simplesmente determina que o “outro” deva esperar ele mais 5 minutinhos. O quê que tem, não é mesmo? E quanto as manobras? Já viram, as pessoas gostam de dar ré, e virar no meio da rua para voltar por onde vieram. Mesmo que para isso impeça o trânsito de toda uma avenida. Será que não percebem que podem dar a volta no quarteirão? As pessoas gostam de falar que o OUTRO está impaciente, o OUTRO quer passar por cima, que o OUTRO é sem-educação. Porque o “outro” não pode esperar??? E eu pergunto: Porque você não pode favorecer o fluxo? 
No Cairo a regra é MAKTUB: morreu ao atravessar a rua? Vontade de Deus! Não morreu? Vontade de Deus!!!

Frente a esse panorama procuro aprender e ensinar meu filho. Mesmo que eu perca mais 15 minutos, ainda assim, eu paro em local permitido, não ocupo a vaga de dois carros, desço com meu filho e meu sobrinho, pego na sua mão, levo até a porta da escola, e só depois me despeço com um beijo. Procuro demonstrar a responsabilidade que tenho com ele. Mesmo que eu tenha que andar mais alguns metros por não ter a vaga na porta da escola.
No trânsito procuro ensinar o que aprendi com a filosofia chinesa: A água é humilde e sábia. Segue seu fluxo contínuo até alcançar seu objetivo que é o mar. Segue firme e flexível, pois em qualquer obstáculo, simplesmente contorna e segue. Dá espaço para a pedra que precisa de espaço. Penetra nas profundezas da terra, para depois surgir esplendida na fonte. Se oferece como fonte de vida onde quer que passe, limpa até as sujeiras que ninguém quer limpar, e ao alcançar o mar, que se coloca no nível mais baixo, demonstra toda a força da humildade e da união.

Observando o Rio Nilo
Eu falo assim para minhas crianças: - Olha em volta! Vejam as pessoas! Deixem-nas passar! Favoreça o fluxo! Espere quando alguém estiver na sua frente! Observe em volta e veja qual o melhor caminho para permitir o seu trânsito!

Léo admirando a água no Clube - Foto do Ronaldo
João aproveitando um banho de cachoeira
É preciso colocar atenção na palavra RESPEITO! Observar a Natureza! Imitar! E favorecer um fluxo harmônico das pessoas, assim como é harmônico o fluxo de sangue em nosso corpo, levando vida a todas as células e recolhendo os restos que foram gerados para a própria manutenção da vida. Permitir a passagem, manter o fluxo natural, favorecer o trânsito harmônico. Nesse dia estaremos integrados com a Sábia Natureza!

Bela Natureza

sábado, 16 de abril de 2011

Sorrisos que despertam...

   Nesses dias, estava andando a pé, quando vi uma menininha no colo de sua mãe. A mãe estava logo na minha frente, naquele caminhar e como a menininha olhava para trás, olhava para mim. Eu dei um sorriso, porque sorrisos e crianças são pura espontaneidade. Logo a mãe cansou de dar o colo, afinal a menininha não era mais tão pequenina assim... Então, neste momento, de contratempo e de tempo corrido, eu passo pela mãe e sua menininha no chão, quando escuto a inevitável pergunta da criança: "Onde ela vai mamãe? "

  Sorriso de filho que anima a mãe

   Como não pensar nas perguntas mais profundas de nosso Ser? Quem sou? Onde estou? Pra onde vou? Se é que vou... Naquele instante de pureza de criança, entrei em um estado procurando a resposta dessas perguntas. Lembrei-me de um pedaço de papel, em que escrevi em 2007, quando um grupo de Amigos se faziam a pergunta: QUEM SOU?

   Ofereço para vocês, enquanto penso na perguntinha da criança...
Quem Sou?

Vocês me desculpem a falta de espontaneidade
Mas é que pensei sobre o tema todos esses dias
E tive vontade de organizar as idéias
Como boa virginiana que sou.
Bom, acho que já comecei...

Eu sou mãe
Com o privilégio de receber em tempo integral um Ser.
E com o dever de formar um cidadão de um Mundo Bem Melhor.

Eu sou professora universitária
Com o privilégio de conviver com jovens ideais
E o dever de oferecer princípios e elementos para formar profissionais de um Mundo Bem Melhor.

Eu sou profissional da saúde
Com o privilégio de diminuir a dor do mundo
E o dever de ensinar o respeito aos pacientes.
Respeito ao seu corpo e suas emoções, para que eles alcancem o equilíbrio e tornem-se cidadãos de um Mundo Bem Melhor.

Eu sou dona de casa
Com o privilégio de ter um lugar que é a minha cara
E tenho o dever de manter a Harmonia desse lar
Desde a limpeza, cuidado com flores e animais, até o tempero da comida.

Frente a tantos privilégios e deveres
Me descubro como uma desbravadora de conhecimentos
Na busca de Ser melhor, de ser a cada instante exemplo
Cresce a necessidade de fazer o melhor
Eu preciso ser melhor

Eu sou
Não sei se meio do caminho
Mas me lembro do primeiro passo
Frente ao caminho, um passo tímido
Mas passo
Assim como toda energia Yang se manifesta
no começo, uma semente, mas é.
É movimento e é Vida!

Eu sou
Gota no Oceano
E o que o Oceano é?
Daqui do ponto de vista da gota
Parece infinito, deve ser infinito...
E a gota?
Faz parte do Oceano. Parte que representa...

Eu sou centelha divina
Coberta de véus que ainda me impedem de ver a Luz
Mas sei que ela existe...
Eu sou a vontade de Ser um Sol
Mas me reconheço como uma vela ao vento
Se esforçando ao máximo para se manter acessa
Sei que me fortaleço com meus Amigos e juntos somos um farol!!!



Vanessa Lira Leite, preceptoria Pró-Vida, 2007.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A tristeza


Quando eu era criança – assim conta minha mãe – eu ficava sentadinha no sofá, escutando o disco (naquele tempo era LP mesmo, nada de CD, nem MP3) da Arca de Noé. E quando tocava a música “São Francisco” na voz de Ney Matogrosso, eu chorava muito sentida, e dizia: “- Pobrezinho dele!”



Para falar bem a verdade, não me lembro disso. Então fiquei pensando no que eu me lembro da infância. E eu me lembro de ser triste! Claro, eu brincava, me divertia com amiguinhos, briguei na rua também... E não passei por nada traumatizante que pudesse me marcar como uma criança triste.

O que eu sei, é que essas lembranças são como se fossem momentos de lucidez! De repente, eu percebia que estava viva! Como se eu pudesse me ver por fora do corpo... Uma criança, brincando, ou assistindo uma aula de história, ou recebendo uma nota na prova de matemática... Mas que no fundo, bem lá no fundo, sentia tristeza... Talvez já palpitassem em meu coração perguntas pertinentes a Vida: O que estou fazendo aqui?  Pra que serve tudo isso?

Na infância, eu chorava. Por nada! Ou por nada que pudesse ser visto ou compreendido pelos adultos. E meus pais brigavam comigo...  

Pensando agora, tento entender... E parece um sentimento de absoluto desamparo. Abandono. Vazio!

O que poderá preencher esse vazio? Quantas e quantas pessoas se perdem em caminhos obscuros buscando a plenitude?

Eu não posso dizer que foi difícil para mim, pois me foi ensinado. Mas posso garantir que me esforcei, pois não foi fácil. 

Busquei muitas coisas, que a maioria das pessoas também busca. E nada disso me preencheu! O caminho doentio da tristeza é a depressão. O mal do século! Não cheguei ao ponto de ser diagnosticada... Antes, procurei fazer alguma coisa: Diferente! Única! Criativa!

Achei o trabalho! Primeiro o trabalho comum, profissional. Quase virei workaholic! Logo depois, encontrei um Caminho de estudos, de filosofia, e finalmente de muito trabalho interno. Hoje, posso dizer, que sou Feliz! Não que não tenha problemas, nem tristezas, mas um estado de constantes realizações, uma certeza de estar indo muito bem... 

Hoje acho muito bonita a tristeza que sentia na infância... Foi um primeiro estado de consciência. Um reconhecimento primitivo. Não é por acaso que até hoje a vida de São Francisco me emociona. Um Ser Único, que ficou pleno em Amor, onde nem frio, pobreza ou trevas poderiam tirá-lo do Caminho que ele mesmo escolheu. Admirável exemplo! De fazer chorar... De Alegria!


terça-feira, 1 de março de 2011

Egito, Israel e Itália – Janeiro de 2011

   A realização de um sonho! Uma viagem incrível… penso em escrever sobre isso todos os dias! Mas as palavras ainda não entraram em ação. Talvez, nunca entrem em ordem para descrever emoções tão grandiosas… Muitas histórias, mas a maioria, vocês não acreditariam, ou não dariam importância…  Mas imagina, andar onde andou Jesus Cristo, ir no local de seu nascimento? Navegar sobre o rio sagrado Nilo?  Desde que o mundo é mundo esta lá, sempre oferecendo a vida.  E em Assis? Parece que São Francisco vai virar a esquina cantando Irmão Sol, Irmã Lua... Imagina? É, não dá pra falar... Quem sabe, algumas imagens? Talvez pelas imagens, possam ter uma dimensão, do tamanho de tudo que estou falando. Ou melhor, de tudo que não estou falando. Na verdade, de tudo que não posso falar, e vocês me perdoem, não é porque não quero contar, mas é que não dá, entende? Você pode entender se sentir a solidão que sinto agora. Uma saudade daquela conexão, e em muitos momentos, “lá” está eu de novo. Somente com os Amigos que compartilham do mesmo sentimento, consigo me expressar. E saibam, não é por palavras. Basta o olhar! 

 A Grande Pirâmide no jardim do Mena House

 Pirâmide de Queóps - a grande Pirâmide

 O segredo da Esfinge

 Cairo a noite

 Templo de Luxor

 Rio Nilo

 Mar da Galiléia

 Rio Jordão

 Gruta do Pai Nosso

 Monte das Oliveiras

 Assis
 São Francisco de Assis

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Messias Nasce em Belém




Época bonita do ano essa, já dizia um Amigo! E bonita também são as descrições que marcaram nosso calendário em Antes e Depois de Cristo. 

"Eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia à frente deles até parar sobre o lugar onde estava o menino. Vendo a estrela encheram-se de grande alegria. E entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, caindo por terra, o adoraram. Abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes, ouro, incenso e mirra." Mateus 2, 9-11 

Já Lucas, não conheceu Jesus, e buscou sua história através de Maria. E a parte de seu nascimento é a mais rica dos evangelhos.
"Envolveu em panos e o deitou numa majedoura, por não haver lugar na hospedaria. (...) Disse-lhes o anjo: "Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria, que é para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é Cristo Senhor, na cidade de Davi. Este será o sinal: encontrareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura" Imediatamente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus dizendo: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados"

João era o apóstolo mais amado, como ele mesmo se considerava. É o evangelho mais doce, mais sensível e mais inspirador.

"No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. No princípio estava ele com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada se fez de tudo que foi feito. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas mas as trevas não a compreenderam. (...) Ele estava no mundo, e por ele o mundo foi feito, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu mas os seus não o receberam. Mas a todos que o receberam, deu-lhes o poder de virem a ser filhos de Deus. (...) E o Verbo se fez carne e armou tenda entre nós; vimos sua glória, a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade."

Que no dia de hoje e sempre, possamos voltar nossos pensamentos para o espírito! Que possamos refletir e sentir a esperança que Ele nos traz! Que os ensinamentos tão simples do Mestre, como foi seu nascimento e sua vida, estejam presentes em nossos atos, cada dia mais!

Esse é meu desejo mais profundo de Feliz Natal para todos os Homens de Boa Vontade!!! Feliz Natal Amigos!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

João que amava Maria que amava José – Amores Flutuantes


Hoje eu vou contar a história da Maria. Ela buscava o Amor e se apaixonou por José que fez uma história linda que parecia filme de Hollywood, mas que morava há mais de dez mil quilômetros pra lá dos Oceanos.  E como essa história conta sobre os amores flutuantes do mundo contemporâneo, José se apaixonou por Isabel e contou pra Maria que terminou com José que brigou com Isabel. Mas como José e Isabel estão bem pra lá do fim do mundo e essa história é da Maria, vou contar o que aconteceu depois. Maria encontrou com o Zé Mané que ela já conhecia de vista e ele dava uns beijinhos que deixava Maria contente, mas as coisas ficaram só flutuando nos beijinhos e Maria flertou com Benedito que pegou Maria com força e ela ficou feliz. O problema dessa parte da história flutuante é que Benedito era amasiado com Tiana e isso fez Maria lembrar do José e da Isabel e aí ela ficou triste de novo e a flutuação parou por aí. Então Maria esbarrou de novo com o Zé Mané que não foi mais tão Mané e mesmo assim não agradou Maria. E eis que surge nesse romance flutuante o primo Rico que é antigo na história de Maria, de antes até de ela pensar em buscar o Amor e o primo Rico se declarou para Maria. Mas Maria calejada que nem gato escaldado que tem medo de água fria ficou só observando. E percebeu que o primo Rico viajou e nem ligou e como estava tudo muito flutuante mesmo, encontrou no meio da noite com o Benedito que não perdia a oportunidade de pegar Maria com força. Só que no dia seguinte o primo Rico ligou todo apaixonado mas Maria teve vergonha de tanta flutuação. Então Maria voltou a observar o primo Rico, mas de longe, e depois de um tempo se perguntou: “Porque não?” mais uma vez. Maria estava pensando em uma ação para sair da observação e quem sabe vir a conjugar o verbo Amar. Apesar de tanta flutuação Maria esta treinando prender a respiração porque ela já percebeu que na superfície não esta o Amor. Provavelmente esteja mais profundo e Maria só quer dar um mergulho para o Amor. 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez



Nenhuma resenha poderá te trazer tamanho deleite como a própria leitura da obra. Macondo é o nome da cidade criada e destruída. Local de natureza exuberante onde personagens incríveis vivem. Em cem anos a história de uma família - os Buendía. Tantos personagens, com os mesmos poucos nomes. Entretanto descritos com tanta profundidade que é impossível esquecê-los. Úrsula, Aureliano, José Arcadio, Amaranta, Rebeca, Remedios e as combinações entre esses nomes... Mas não só os Buendías fazem essa história e temos Pilar Terneira (que tinha perdido na espera a força das coxas, a dureza dos seios, o hábito da ternura; mas conservava intacta a loucura do coração), Pietro Crespi, Melquíades (que alcançou a imortalidade), Gerineldo Márquez, Santa Sofia de Piedad, Fernanda, e tantos outros que se invadem, envolvem e arrastam nesses cem anos.
Situações cotidianas triviais, sentimentos atormentados e condições políticas que bem mostram as condições humanas em qualquer época da história. Como os três mil mortos na estação por causa da greve na companhia bananeira, levados pelo trem na escuridão e jogados ao mar. Mas na cidade se dizia “desde a época do Coronel Aureliano que não acontece nada em Macondo”.  As trinta e duas revoluções armadas perdidas, os advogados de paletó e chapéu, o quanto não se pode imaginar que era mais fácil começar uma guerra que terminá-la, e como sempre é tarde quando se descobre os privilégios da simplicidade, a confusão natural entre as guerras internas e as externas, das lutas por ideais abstratos ou circunstâncias políticas e a luta pela própria libertação.
Algumas situações são difíceis de entender na realidade, mas devem ter algum sentido em outra dimensão: a peste da insônia, os dezessete filhos do Coronel Aureliano de dezessete mulheres diferentes, identificados misteriosamente por uma cruz de cinzas na testa e exterminados um por um em uma só noite.  Remedios, a Bela que ascendeu aos céus, as borboletas amarelas que acompanhavam Mauricio Babilonia... A chuva de quatro anos, onze meses e dois dias onde os peixes poderiam entrar pelas portas e sair pelas janelas, navegando no ar!
Gabriel Garcia Marquez consegue marcar pensamentos e corações!