terça-feira, 24 de abril de 2012

Nas nuvens...

"O que está em cima é igual ao que está embaixo."
Hoje eu vivo na terra, embaixo, mas vivo olhando para cima... E fico a imaginar...
Como será a vida no céu? Observo os movimentos e manifestações do céu: ventos, estrelas, sol, lua, chuva, relâmpagos, nuvens... Ah, as nuvens são as minhas favoritas. Fonte de deleite!



Fluidas, fofas, condensadas... E as cores? Quantos tons são possíveis de serem refletidos pelas nuvens?
Nos mais diversos horários estão lindas. Mas é no pôr-do-sol que nasce uma saudade, uma espécie de aperto no peito, talvez até um desejo da infância mais longínqua: pintar o céu!





Deve existir um departamento responsável por colorir as nuvens, pincelar diferentes tons, mas de preferência em "dégradé". A profundidade que as cores causam neste cenário é esplendida. E quando um faixo de luz perfura uma nuvem, e visualizamos a luz, tão nítida, suave e mística... Faz-nos lembrar de histórias bíblicas, sentir algo de divino...


Ah, quando eu morar no céu, eu vou aprender a colorir as nuvens!




Um pouco além das nuvens, a NASA captou vibrações eletromagnéticas do espaço... e converteu em som! Vale a pena conferir! Qual som mais te atrai?



                                                  Fotógrafo ucraniano e a vida nas nuvens


"If you want to kiss the sky, better learn how to kneel
On your knees, boy!" by Snow Patrol



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os tempos...

 A time to turn your eyes away
 Is there a time for keeping your head down
For getting on with your day" U2

   O tempo é uma ilusão já se sabia desde Newton... “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.” - Disse Einstein. Mas existe um tempo que é muito real.  O tempo de cada um.
"A teoria da relatividade de Einstein mostra que tempo e espaço são indissoluvelmente interconectados. Não se pode curvar o espaço sem também envolver o tempo" (HAWKING, O Universo numa casca de noz).

   Como alguns levam um tempo para se apaixonar... O suficiente para o outro desistir e esquecer.

   As pessoas brigam e não se entendem. Um leva um tempo para reconhecer e pedir perdão. O outro que já tentou reatar a convivência por várias vezes, imagina que o primeiro não considerou sua amizade.  E mais uma vez, não se entendem.

   Uns aprendem mais rápido, outros precisam de maiores informações. Alguns são teimosamente persistentes, enquanto outros não querem perder tempo. Ah, o tempo!

   Alguns amam apaixonadamente e com urgência... Outros também, mas se entretêm tanto nos seus afazeres, que só voltam a manifestar o interesse pelo seu amado, meses depois.  Não pretendo menosprezar a paixão menos urgente, mas é que pode ser que um imediatista não combine com um distraído ou até mesmo alguém ocupado com outros objetivos...
 
   A consciência, dizem os antigos, costuma vir com a experiência...  E nesses atritos experimentais, onde cada um tem um tempo para a compreensão de si mesmo e do outro, um tempo de respeito aos seus próprios sentimentos, e do outro... Ninguém se entende, alguns poucos compreendem.

   Talvez o tempo de cada um, não seja bem o tempo, e sim a percepção da essência de cada Eu. Seres únicos que se manifestam das mais variadas formas... E tudo isso sendo percebido ao longo de uma linha imaginária... O Tempo!

O tempo tem forma de pera (HAWKING, 2009)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Por que esse jeito Vanessa de ser?

O Muro da Inspiração

Por que esse jeito Vanessa de ser? Por que a palavra dura, a fala ríspida? Por que a postura ereta e o pé atrás? Por que esse olhar tão matemático? O que criou essa fortaleza, esse muro intransponível, que te mantém bem firme no chão?

 
Moon River 

Qual seu maior prazer? Qual é o seu desejo? Medo de que? O que está evitando?
Bom, bom mesmo é voar! Estar entregue! É a busca pelo Amor...


Mas aí, talvez pela ausência de habilidade em voar, ou pela falta de reconhecer quem ou o que te leva para os ares... Aí é paixão! Como diria meu amigo Renato Brito: “paixão: pá!... iihh.., chão”. E isso dói!

Quantas e quantas paixões na busca pelo vôo pleno nos céus da liberdade de sentir! De vislumbrar o Amor! De ser entregue e confiar...

Tantas quantas quedas ao chão! É que aqui a atmosfera é mais pesada mesmo, e a força da gravidade faz isso! E a gente cria essa casca da personalidade pra ver se consegue viver nesse plano. Pra mostrar que é possível andar por aí sem se machucar! Pra ter um sorriso no rosto, e quem sabe, demonstrar pequenos vôos por aí! Cuidar, dar atenção, carinho e uma palavra amiga...

http://www.streetartutopia.com

Voar alto não é fácil! Não vê o tamanho deste muro de defesa? Estou bem aqui dentro! Na solitária torre desta muralha! Daqui vejo bem, mas não sinto quase nada! Daqui vejo os enganos e as quedas, os fracassos e as ilusões... Vejo também muitas histórias bonitas e fico a sonhar! E neste sonho, crio imagens e ilusões...


É que às vezes vem essa esperança boba... E a ilusão toma conta! Eu já deveria saber, eu bem sabia... Mas é que o coração é besta mesmo! E mais uma vez... Entrega e abandono!
Mas como é bom sentir isso, nem que seja por um breve instante. A entrega, o vôo mesmo que curto, a leveza de ser, de compartilhar! De dar e receber, de sentir o carinho... Quase amor!

http://bigbagofdreams.blogspot.com

Então me deu uma vontade, de destruir esses muros, de sentir o vento perpassar pelos escombros, de sair pelo deserto... De buscar inevitavelmente o Amor! Ele deve existir, e deve te levar para o alto, para além desta atmosfera, para as estrelas...

by Oakoak in http://www.streetartutopia.com

E eu não quero mais essa postura não... Quero um pé na frente! Seguir a diante, e quando sentir confiança, me entregar totalmente e integrar... Quem sabe um dia, ao Todo, quem sabe em um instante, encontrar esse Amor Maior...

E tudo quebrado... inspira!
No jardim do hotel do Cairo... a Grande Pirâmide!

Rhapsody on a Theme of Paganini

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Então é Natal



Já é véspera de Natal… E eu não sei se é um sentimento apenas meu, ou se isso está no ar! Não, não é o clima de Natal. Parece que nem as crianças estão nesse clima. Bom, não estou falando do comércio, mas sim daquela nuvem de generosidade e amor que paira no ar nesta época. As pessoas continuam correndo, aceleradas, comprando, comprando, buscando sua satisfação na troca de presentes (e eu disse bendito TROCA do verbo TROCAR, e não DAR) e ainda reclamam do presente recebido no amigo oculto. Então buscam maior satisfação na bebida, na comida, nos doces, nas roupas...
Pode ser que esse sentimento borbulhante seja esse calor, demasiado quente, consequência do efeito estufa que é resultado da degradação da natureza ou talvez do efeito estufa da mente egoísta do homem. Eu não sei! Só sei que está difícil suportar essa época.
Então fui para dentro do meu coração. Fui sondar se isso acontecia dentro ou fora de mim. E nas minhas memórias revi muitas histórias e imagens bonitas. Abri os olhos e vi que eu também comprei presentes para os familiares, chocolates e cartões para os colegas de trabalho, mensagens virtuais de “Feliz Natal!”
É um desejo bonito desejar Feliz Natal! Mas o que se tem feito nesta direção?
As mídias virtuais estão infectadas e infestadas de mensagens sobre pessoas que maltratam animais e crianças, sobre a discrepância social entre a fome e a ostentação, sobre jogadores milionários que perderam um gol, sobre a falta de amor nas relações humanas. Sofrimento...
Puxa vida pessoal, é Natal! Será que nem agora, neste mês, neste dia, não é possível sair desse estado? Vamos lembrar o verdadeiro espírito do Papai Noel, que nada mais é, que uma ação de DAR! Dar o que se pede! Dar atenção! Dar comida, dar presentes que seja! Dar FELICIDADE! E isso é lembrar o aniversariante! Sim, nasceu em Belém um menino Jesus, trazendo Luz e Esperança... Será que dá pra lembrar isso?
Birth of Jesus
by GIOTTO DI BONDONE

“Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; daí, e vos será dado.”
Lucas 6, 36
“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.”
João 15, 12
Dezembro já está acabando... E eu preciso de vocês pessoal! Abram o coração, voltem suas mentes para admirar a grandiosidade, sintam a divindade... E quando desejar “Feliz Natal” que seja pleno em emoção!
Sao Francisco de Assis, primeiro presepio vivo, Greccio, Benozzo Gozzoli
 
Eu quero sentir isso nas ruas da minha cidade, quero abrir os jornais e ler o clima de Natal, quero que a TV mostre como meu país recebe bem os estrangeiros, quero ver a notícia internacional de como o planeta está em festa!
Isso acontece, pelo menos nessa época, vocês se lembram? Ou será um sonho intenso do meu coração?
E esse é meu sincero desejo de Feliz Natal, para cada um de vocês!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Caminho

Caminhar
O calor do sol na testa
Caminhar
O vento fresco no rosto
Caminhar
A circulação sanguínea nos braços que balançam como pêndulos para o equilíbrio
Caminhar
A contração muscular rítmica e alternada dos membros
Caminhar
O azul do céu
Caminhar
A pomba branca voa
Caminhar
O jardim de coloridas flores
Caminhar
A carreira de formigas
Caminhar
A brincadeira das crianças na rua
Caminhar
O senhor marca o tempo da corrida
Caminhar
O casal unido para a qualidade da saúde
Caminhar
O verde das folhas sob o brilho da luz solar
Caminhar
A respiração e o movimento rápido do coração
Caminhar
O movimento dentro e fora
Caminhar
E de repente sentir
A Beleza de caminhar...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu sou cheia de intensidades.



Eu sou cheia de intensidades.

Tantas que extravasam. Não é meu cabelo que é liso e fino, mas é o vento da energia do meu desejo que faz com que ele pareça uma nuvem. Não é a cor dos meus olhos que é bela, porque entre o verde, o azul e o amarelo não existem comparações. O que se percebe é a força do meu olhar, que como um farol perpassa cada elemento do ambiente e fala do que vê sem som. Eu não falo alto, mas a minha voz tem vontade. Se for necessário chamar a atenção, a mão desce espalmada na mesa, e vendo meus braços finos saberá que não é força muscular. Não é minha memória que é muito boa, mas tenho o máximo de atenção às palavras ouvidas e ditas.

Eu sou tão muito quanto o vazio percebido. Que inunda o espaço e por um instante preenche plenamente. 

Não tem mais ou menos. Não tem água morna. Não tem tempo ameno. Não tem só um pouquinho... Mas me equilibro entre o sim e o não. Entre o fazer ou não fazer. Mas de qualquer forma você saberá claramente o que quero.  Mudo de opinião, mas uma vez clara a razão essa será minha expressão. Observo o céu, o mar, as flores... Posso ser dia ou noite, posso ser calma ou brava, posso ser bela ou com espinhos... E assim sigo existindo!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A beleza dos contrários em Agosto


   Dia e noite. Sol e Lua. Doce e salgado. Céu e terra. Alto e baixo. Alegria e tristeza. Branco e preto. Quente e frio. Homem e mulher. Vida e morte... e assim as criaturas vão seguindo o fluxo natural deste plano. O que acontece entre um extremo e outro? O ciclo...

   E é bonito ver as fases, como se desenvolvem, aspectos de cada momento, sentimentos e sensações de cada parte. E assim você vai admirando e entendendo... até que percebe que, conhecendo e reconhecendo os ciclos, a velocidade vai aumentando, você entra em aceleração, pois já conhece e mesmo reconhecendo a beleza do momento, já sabe onde aquilo vai dar... essa aceleração tem relação com a tangente em física, mas aí fica tenso para explicar.. De qualquer forma, o círculo vai ampliando, como diriam os sábios chineses.

   Talvez disso venha a esperança de recomeçar, de tentar de novo, de se perdoar, de seguir adiante apesar dos ciclos, porque talvez em algum momento a gente possa sair pela tangente e ir para além dos ciclos...

   Às vezes a solidão do inverno, a sensação de escassez, a feiúra da sequidão se apresentam em seu ponto máximo. E aqui, nesta parte do planeta, isso acontece no mês de agosto. Há quem diga que agosto é o mês do desgosto... mas isso é para quem não viu o ipê amarelo florir! E é em agosto que o frio é lembrado pelo vento, mas o vento é só para espalhar as sementes que vão florir na primavera!

   É final de ciclo, mas também é começo de outro... Como não ter esperança?