domingo, 23 de junho de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Fugas e Esconderijos
Essa noite eu tive um sonho... Que estava fugindo e me
escondendo. Sonhos assim fazem a gente acordar com aquela sensação de sufoco,
de total realidade das emoções vividas em outra dimensão. Eu não me recordo bem
do por que comecei a fugir, mas corria e corria até entrar em uma casa que
estava em reforma. Era uma casa muito grande e bem empoeirada por causa da
reforma, com muitos quartos, salas e antessalas. Em uma delas eu me escondi, e
ficava olhando pelas frestas da porta ou pelo pequeno espaço da janela
semiaberta. Mas eu sabia de quem eu estava fugindo. Um homem forte, alto, bem
bonitão, mas que eu estava morrendo de medo. Medo de morrer, medo de sofrer...
Afinal ele tinha uma cara assim, de terrorista. Um terrorista russo, bonitão,
mas terrorista!
Sonhos assim nos fazem pensar na razão de sentir tais
emoções. Se os sonhos são genuínos, e nos trazem sempre informações de nós
mesmos, o que será que significa isso? Do que estou fugindo? Porque estou me
escondendo? Até quando sobreviver sob os escombros de uma casa em reforma?
Mas o sonho teve um encerramento. O bonitão russo me
encontrou, e eu corri tentando sair da casa. E nessa corrida me deparei com a
“Dona da Casa”, que me reconheceu e me apresentou para o “Cara da Reforma” que
pasmem, era o bonitão russo terrorista! E ao me reconhecerem e me apresentarem,
os dois sorriam e estavam felizes por me receberem naquela “Casa”. Eu ainda
sentia uma vontade danada de sair correndo dali, mas já estava entendendo que as
coisas não são bem como eu estava vendo... Que a expectativa muitas vezes é uma
fantasia e que talvez, quem sabe... Possamos nos conhecer e conviver em Paz!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Uma imagem
Às vezes você quer esquecer uma
pessoa... Outras vezes se esforça em lembrar detalhes de uma pessoa.
Independente disso, vez por outra, surge na sua mente uma imagem: e é como se
você estivesse vivendo aquele momento novamente.
Não é você quem escolhe lembrar
ou esquecer. Mas quando acontece, é mágico. Mesmo que você queira esquecer,
você continua vivendo na sua mente aquele momento. Você não consegue parar. E
parece que todo seu corpo responde. Repetindo a experiência nesse estado de
lembrança, permite uma maior percepção das alterações que acontecem no corpo. Eu
percebi que as famosas borboletas no estômago, nada mais são além do
relaxamento do músculo diafragma.
Isso mesmo, ele se solta, relaxa
e com isso o ar é liberado dos pulmões com maior facilidade e velocidade. E sai
o também famoso suspiro. Uma sensação agradável de doar o ar para o meio. Você
não precisa de tanto ar assim, e solta em um suspiro, esperando que aquelas
moléculas que estavam em você possam alcançar o outro, imantadas com seu
desejo.
Mas seu corpo é bobo e faz esse
movimento mesmo distante da outra pessoa. O corpo responde, como se não
existisse a distância, a separação. A imagem no seu cérebro é suficiente para
que seu corpo responda assim. Mas de
onde vem essa imagem? E porque não conseguimos trazer quando queremos ou parar
se não queremos? O que desperta no cérebro todo o desencadeamento desta imagem?
Um cheiro? Um pensamento? Uma palavra? Um gosto? Ou apenas o relaxamento de um
corpo estirado esperando o repouso reconfortante do sono?
O que é a realidade? Eis a
questão!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Uma lembrança e o sorriso
Vez em quando, em meio aos pensamentos cotidianos, surge nítida e claramente, uma frase dita por uma pessoa muito querida. Não é a frase, ou cada palavras em si, mas o som, aquele sotaque, que fica mais bonito com essa ou aquela palavras, e é essa característica tão própria da pessoa querida, que faz brotar aquele sorriso espontâneo no rosto...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Ele seria você...
Se eu tivesse um namorado
Ele seria você,
Mas como você não é
E a vontade continua
O que se pode fazer?
Resolvi mandar um beijo bem bom procê
Neste dia dos namorados!
domingo, 27 de janeiro de 2013
Quando meu irmão chegou...
De tantas histórias da infância, não tenho certeza se
algumas realmente aconteceram... Mas existe uma imagem que eu sempre me
lembro. O dia em que meu irmão chegou!
Eu tinha 4 anos, e me lembro da ansiedade de saber que a
mamãe tinha ido para o hospital. Todas as mães deveriam ser proibidas de ir ao
hospital! Mas era um bom motivo! Meu irmão estava chegando. Eu não me lembro
dos sons, nem do que falavam, ou se riam... Eu me lembro do cheiro de rosas, do
buquê de rosas vermelhas que a mamãe segurava em um dos braços... No outro
braço o menino mais branco que eu já tinha visto! O chão da sala verde
contraste com as rosas vermelhas... A estante de vidros atrás da mãe e o menino
branco de olhos azuis... Acho que foi a primeira vez que senti o Amor!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Assombro
Ouvi falar que eu
assusto
Fui procurar entender
isso
Será que sou um
assombro?
Perguntei ao Google
Como pode uma coisa dessas?
Ele me apresentou
alguns poetas:
“Muitos hão-de julgar
que a minha amada será um raro assombro de beleza.” Francisco Joaquim Bringue
“O verdadeiro amor é
um calafrio doce, um susto sem perigos.” João Guimarães Rosa
“Agora eu conheço esse
grande susto de estar viva, tendo como único amparo exatamente o desamparo de
estar viva.” Clarice Lispector
“O melhor do susto é
esperar por ele.” Mario Quintana
“O que faço é tentar
pintar com palavras as minhas fantasias diante do assombro que é a vida.” Rubem
Alves
Então se sou um susto
Deixe o coração
acelerar
Será um assombro?
Viva essa emoção!
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